segunda-feira, 4 de abril de 2016

Medo

  Hoje não pude evitar pensar no tamanho do poder do medo. Uma palavrinha de apenas quatro letras, mas com um poder destrutivo imensurável. Capaz de pintar um céu negro num dia ensolarado, e estragar uma história antes mesmo que ela tenha a chance de acontecer. Sempre ouvi dizer que o ódio, a raiva e a revolta eram os sentimentos mais perigosos para se cultivar, mas hoje sei que nenhum deles tem o sabor amargo do medo. Nenhum deles te impede de viver, de ser, de estar... Pelo contrário, as vezes uma pessoa com raiva se sente muito mais viva do que alguém que viva à sombra do "e se".
  Ao meu ver, poucas coisas são tão lesivas quanto traumas. É como se alguém plantasse uma pequena semente de inseguranças e questionamentos intermináveis dentro de você, e sempre que aparece uma oportunidade de ser feliz, a semente germina e o veneno dos seus frutos põe tudo a perder. E quando você se dá conta, criou uma bolha de proteção contra tudo que está fora do seu controle; incluindo a alegria, as surpresas, os amores eternos, as paixões fulminantes...
  Pode parecer meio assustador, mas experimente colocar um pé para fora da sua zona de conforto. Experimente arriscar, experimente tentar. A chance de dar errado sempre vai existir, as lágrimas sempre podem rolar, mas a única garantia que eu te dou é que sem tentativa não há acertos. Um trauma, uma cicatriz, podem doer por muito tempo, podem até voltar a sangrar se você mexer demais. Mas cada cicatriz terá te ensinado alguma coisa, como uma criança que levou um tombo e nunca mais irá desobedecer quando a mamãe diz "não suba aí!".
  A verdade é clara e está aí pra quem quiser (e tiver coragem pra isso) vê-la: A vida deve ser vivida. E se me permite uma opinião, vivida da forma mais intensa possível. Sabe por quê? Porque um dia as luzes se apagam, a musica pára, a cortina se fecha, a platéia vai embora. Você gostaria de assistir à esse filme novamente?

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